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A Ilusão da mobilidade

há 1 hora
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Atualizado: há 16 minutos

Desemprego

Introdução


Durante décadas, a educação formal foi apresentada como um dos principais caminhos para a mobilidade social. A promessa moderna de que o acesso ao conhecimento permitiria aos indivíduos superar as condições sociais de origem consolidou a ideia de que esforço, escolarização e mérito seriam suficientes para explicar as posições ocupadas no mercado de trabalho. Essa concepção, entretanto, torna-se mais complexa quando observamos que pessoas com diferentes origens sociais não chegam à escola, à universidade e ao mundo do trabalho dispondo dos mesmos recursos econômicos, culturais e sociais.


A educação pode ampliar oportunidades e produzir trajetórias de mobilidade, mas seus efeitos não ocorrem em um espaço social neutro. As condições familiares, territoriais, econômicas e raciais, assim como os capitais culturais e sociais acumulados ao longo da vida, interferem nas possibilidades de acesso, permanência e progressão nos diferentes espaços sociais. Dessa maneira, a questão não consiste em negar a importância da educação, mas em problematizar a ideia de que a escolarização, isoladamente, seria suficiente para eliminar desigualdades historicamente produzidas.


O presente ensaio busca analisar essa relação entre educação, mobilidade social e mundo do trabalho a partir de uma perspectiva crítica. O objetivo é compreender como determinadas estruturas sociais podem permanecer operando mesmo quando indivíduos das classes populares ampliam sua escolarização e ingressam em espaços profissionais anteriormente menos acessíveis. Para isso, são mobilizadas contribuições de Karl Marx, John Locke, István Mészáros, Pierre Bourdieu, Michael Sandel, Jessé Souza, Lúcio Kowarick, Silvio Almeida e Maria Ciavatta.


O percurso adotado é de caráter bibliográfico e exploratório, articulado a uma observação empírica realizada pelo autor em um processo seletivo no setor privado. Essa experiência não é tomada como prova suficiente para generalizações sobre uma empresa ou sobre o mercado de trabalho brasileiro, mas como uma situação concreta capaz de suscitar uma questão sociológica: quais mecanismos fazem com que determinadas posições profissionais sejam mais acessíveis a alguns trabalhadores do que a outros, mesmo quando estes já possuem experiência dentro da própria organização?


O pecado original do capital


Na crítica da economia política, a gênese das desigualdades capitalistas não pode ser explicada simplesmente pela ideia de que alguns indivíduos foram mais econômicos, disciplinados ou trabalhadores do que outros. Em O Capital, Karl Marx (2013) ironiza essa narrativa ao tratar da chamada acumulação primitiva como uma espécie de "pecado original" do capitalismo. O processo histórico de formação do trabalhador assalariado esteve associado à expropriação dos produtores de seus meios de subsistência e produção, fazendo com que parcelas da população passassem a depender da venda de sua força de trabalho.


A formação dessa nova ordem social foi acompanhada por mecanismos destinados a disciplinar aqueles que haviam sido afastados de suas formas anteriores de sobrevivência. A legislação contra a pobreza, a criminalização da vadiagem e a imposição de formas de trabalho disciplinado participaram da construção de uma sociedade na qual a venda da força de trabalho se tornou uma necessidade para grande parte da população.


Nesse contexto, a discussão sobre John Locke permite compreender uma dimensão importante da formação do pensamento liberal. Ao associar propriedade e trabalho e defender a propriedade como direito natural, Locke contribuiu para uma concepção de sociedade na qual a propriedade privada ocupava posição central na organização da vida social. Como observa Mello (1991), a introdução do dinheiro permitiu superar os limites naturais originalmente associados à acumulação, abrindo espaço para uma concepção ampliada de propriedade e riqueza.


Mészáros (2005), por sua vez, chama atenção para a relação entre as instituições sociais e a reprodução da ordem existente. A educação não está fora da sociedade em que se desenvolve. Suas instituições podem tanto reproduzir determinadas relações sociais quanto constituir espaços de questionamento e transformação. A escola, portanto, não deve ser analisada apenas como instituição responsável pela transmissão de conhecimentos, mas também como parte de uma totalidade social atravessada por relações de poder.


Essa perspectiva permite compreender por que a educação ocupa uma posição ambígua. Ao mesmo tempo em que pode contribuir para ampliar conhecimentos, capacidades e possibilidades de participação social, também pode reproduzir hierarquias quando os conhecimentos e códigos valorizados institucionalmente correspondem mais diretamente às experiências e recursos de determinados grupos sociais.


Educação, capital cultural e reprodução social


É nesse ponto que a contribuição de Pierre Bourdieu se torna fundamental. Para o autor, as práticas sociais não podem ser explicadas exclusivamente pelas escolhas individuais. Elas estão relacionadas às posições ocupadas pelos sujeitos nos diferentes campos sociais e aos capitais que possuem, bem como às disposições incorporadas ao longo de suas trajetórias.


O conceito de habitus permite compreender como experiências sociais duradouras podem produzir disposições que orientam percepções, comportamentos e expectativas. A escola, por sua vez, não recebe indivíduos completamente desprovidos de referências culturais: cada estudante chega ao espaço escolar trazendo uma determinada história familiar, linguagens, hábitos, conhecimentos e formas de relação com o mundo.


O problema surge quando determinados conhecimentos e maneiras de agir são reconhecidos institucionalmente como legítimos e universais, embora estejam distribuídos de maneira desigual entre as classes sociais. Nesse processo, aquilo que é socialmente adquirido pode aparecer como talento individual. A familiaridade com determinados códigos culturais, formas de linguagem e maneiras de se comportar pode ser convertida em vantagem escolar e, posteriormente, profissional.


É nesse sentido que a noção de violência simbólica contribui para compreender a reprodução das desigualdades. A dominação não precisa ocorrer exclusivamente por meio da coerção física. Ela também pode ocorrer quando determinados padrões culturais são apresentados como naturalmente superiores ou como critérios neutros de avaliação.


Para estudantes oriundos das classes populares, essa situação pode produzir um descompasso entre o universo cultural familiar e as expectativas institucionais. Isso não significa que esses sujeitos sejam incapazes de adquirir novos conhecimentos ou de modificar suas trajetórias. Significa, antes, que diferentes indivíduos partem de posições sociais distintas e que essas diferenças podem continuar produzindo efeitos ao longo de suas trajetórias educacionais e profissionais.


A educação, portanto, não deve ser compreendida nem como simples instrumento de reprodução nem como mecanismo automático de emancipação. Sua capacidade transformadora depende também das condições sociais nas quais ela se realiza.

Meritocracia e a promessa da mobilidade


A ideia de meritocracia acrescenta outra dimensão ao problema. Se todos os indivíduos são considerados formalmente livres para competir, as diferenças de resultados tendem a ser interpretadas como consequência das diferenças de esforço, capacidade ou dedicação.


O problema sociológico surge quando as condições de partida são desiguais, mas os resultados são apresentados como expressão exclusivamente individual. Sandel (2020), ao discutir a chamada tirania do mérito, questiona justamente a tendência de transformar êxitos e fracassos em atributos exclusivamente individuais. O mérito pode possuir importância real nas trajetórias pessoais, mas não elimina a influência das condições sociais que antecedem e acompanham essas trajetórias.


No contexto brasileiro, essa discussão precisa considerar as desigualdades historicamente relacionadas à classe e à raça. Souza (2019) chama atenção para os mecanismos de reprodução das desigualdades sociais e para a importância dos capitais econômicos, culturais e sociais na formação das trajetórias individuais.

A questão não é afirmar que todo indivíduo oriundo das classes populares está condenado à mesma posição social. Existem trajetórias de mobilidade e transformação. O problema consiste em compreender por que essas trajetórias não se distribuem de maneira homogênea entre diferentes grupos sociais.


Educação e posições de poder no mercado de trabalho


Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ajudam a dimensionar essa questão. Segundo o IBGE, em 2021, pessoas pretas ou pardas correspondiam a 53,8% da população ocupada, mas representavam 29,5% das pessoas ocupadas em cargos gerenciais. Entre os brancos, que correspondiam a 45,2% da população ocupada, a participação em cargos gerenciais alcançava 69,0%.


A desigualdade aumentava nas posições gerenciais de maior rendimento. Entre os 20% dos cargos gerenciais com maiores rendimentos, apenas 14,6% eram ocupados por pessoas pretas ou pardas, enquanto 84,4% eram ocupados por pessoas brancas. O IBGE também identificou diferenças de rendimento segundo o nível de instrução: em 2021, entre pessoas com ensino superior completo ou mais, os trabalhadores brancos recebiam, em média, 50% mais por hora que os trabalhadores pretos e cerca de 40% mais que os pardos.

Grafico IBGE

Esses dados não permitem concluir que a educação seja incapaz de produzir mobilidade social. Eles mostram, porém, que a ampliação da escolarização não elimina automaticamente as desigualdades presentes no mercado de trabalho. A obtenção de uma credencial educacional ocorre dentro de uma estrutura social na qual outros fatores continuam influenciando o acesso às posições profissionais e aos diferentes níveis de remuneração.

Assim, torna-se necessário deslocar a pergunta. Em vez de perguntar apenas se determinada pessoa possui escolaridade suficiente para ocupar uma posição, é preciso investigar quais outros atributos são valorizados nos processos de recrutamento, seleção, promoção e reconhecimento profissional.


Uma experiência observada no mundo do trabalho


Essa questão ganhou uma dimensão concreta a partir de uma situação presenciada pelo autor durante um processo seletivo em uma empresa multinacional do setor de logística. Na ocasião, havia processos seletivos relacionados a dois grandes conjuntos de funções: administrativas e operacionais. No contexto observado, as funções administrativas estavam associadas a uma jornada de segunda a sexta-feira e a melhores condições ambientais de trabalho, incluindo ambiente climatizado. As funções operacionais, por sua vez, estavam submetidas a uma escala 6×1 e apresentavam características distintas de jornada e ambiente laboral.


O aspecto que chamou a atenção foi a dificuldade percebida na passagem de trabalhadores que já atuavam em funções operacionais para vagas administrativas. Trabalhadores do setor operacional participavam de processos seletivos para funções administrativas, mas essa experiência prévia dentro da própria organização não parecia garantir a passagem para essas posições.


Essa observação não permite afirmar que a empresa adotasse deliberadamente uma política de impedir a ascensão de trabalhadores operacionais, tampouco permite generalizar o comportamento observado para todas as organizações. A situação, contudo, suscita uma questão sociologicamente relevante: por que a experiência adquirida em uma determinada posição profissional não necessariamente se converte em acesso a outra posição dentro da mesma organização?


A resposta não precisa estar exclusivamente na escolaridade. Processos de seleção também podem envolver formas de comunicação, apresentação pessoal, domínio de determinados códigos, credenciais, redes de relacionamento e disposições consideradas adequadas ao chamado "perfil da vaga".


É nesse ponto que a contribuição de Bourdieu permite ampliar a análise. O trabalhador não entra em um processo seletivo portando apenas seu currículo formal. Ele também carrega formas de capital cultural e social construídas ao longo de sua trajetória. Alguns desses recursos podem ser mais valorizados em determinadas posições profissionais do que em outras. A fronteira entre o operacional e o administrativo, portanto, pode ser investigada não apenas como uma divisão funcional do trabalho, mas também como uma possível divisão simbólica entre diferentes formas de conhecimento, comportamento e reconhecimento profissional.


No Brasil, essa discussão precisa considerar ainda o legado da escravidão e a persistência das desigualdades raciais. Almeida (2019) compreende o racismo como estrutural porque ele não se limita a comportamentos individuais: relaciona-se às próprias estruturas que organizam a sociedade. No mundo do trabalho, isso significa investigar como raça e classe podem interferir na distribuição das oportunidades profissionais, nos rendimentos e no acesso às posições de decisão.

Os dados do IBGE demonstram que essa desigualdade não desaparece simplesmente quando observamos pessoas com maior escolaridade. Em 2021, a diferença de rendimento entre brancos, pretos e pardos permanecia mesmo entre aqueles que haviam concluído o ensino superior.

A questão, portanto, não é simplesmente afirmar que pessoas negras possuem menos escolaridade ou que pessoas brancas possuem mais qualificação. O problema sociológico é compreender por que diferenças de posição permanecem mesmo quando determinados obstáculos educacionais são parcialmente superados. A educação é uma dimensão importante da mobilidade social, mas não é a única. Redes de relacionamento, condições econômicas, localização territorial, experiências profissionais, formas de reconhecimento e processos de discriminação também podem participar da construção das trajetórias.


Nesse sentido, a expressão "não possui o perfil da vaga", tão comum nos processos de recrutamento, merece ser problematizada. O que exatamente constitui esse perfil? Quais comportamentos são considerados profissionais? Quais formas de linguagem são valorizadas? Quais experiências são reconhecidas como relevantes? E quais trajetórias permanecem invisíveis ou desvalorizadas?


Essas perguntas permitem transformar uma expressão aparentemente neutra em objeto de investigação sociológica. As desigualdades de acesso às posições profissionais não encerram o problema. Elas também se relacionam à forma como diferentes trabalhadores são inseridos na estrutura produtiva.

Kowarick (2019), ao discutir a espoliação urbana, contribui para compreender como desigualdades econômicas e territoriais produzem diferentes condições de reprodução da vida. A posição ocupada no mercado de trabalho não pode ser separada das condições concretas de moradia, transporte, acesso a serviços públicos e reprodução cotidiana da força de trabalho.


Essa discussão ganha novas dimensões diante das transformações recentes do capitalismo e do crescimento do trabalho mediado por plataformas digitais.

A chamada uberização apresenta-se frequentemente associada a discursos de autonomia, flexibilidade e empreendedorismo. Entretanto, a análise sociológica precisa observar também como riscos, custos e responsabilidades são distribuídos entre empresas, plataformas e trabalhadores.


Nesse modelo, o trabalhador pode ser apresentado como autônomo e empreendedor, ao mesmo tempo em que permanece dependente de regras, avaliações, algoritmos, demanda dos consumidores e condições estabelecidas pela plataforma. A contradição é significativa: a linguagem da autonomia pode coexistir com formas intensas de dependência econômica.


Esse fenômeno aproxima-se da discussão contemporânea sobre a transformação do trabalhador em responsável individual por sua própria empregabilidade, produtividade e sucesso. A ausência de trabalho ou a precariedade da ocupação pode, assim, ser interpretada como insuficiência individual, ocultando parcialmente as condições estruturais nas quais as escolhas são realizadas. Se a educação pode participar da reprodução das desigualdades, ela também pode constituir um espaço de questionamento e transformação.

É nesse horizonte que a concepção de educação integrada defendida por Ciavatta (2014) apresenta uma alternativa importante. A formação omnilateral procura superar a fragmentação histórica entre trabalho manual e intelectual, propondo uma formação que desenvolva diferentes dimensões da experiência humana.

Essa perspectiva é particularmente relevante quando pensamos na educação profissional. Formar para o trabalho não deveria significar simplesmente adaptar o estudante às necessidades imediatas do mercado. A formação profissional pode também oferecer instrumentos para que o sujeito compreenda criticamente o próprio trabalho, as relações de produção e as condições sociais que estruturam sua inserção profissional.


A questão, portanto, não deveria ser simplesmente preparar indivíduos para "conseguir uma vaga", mas também possibilitar que compreendam as relações sociais existentes por trás dessa vaga. Isso significa deslocar a educação de uma lógica exclusivamente adaptativa para uma perspectiva formativa mais ampla, na qual conhecimento técnico, formação humana e consciência crítica possam coexistir.


Considerações finais


A relação entre educação e mobilidade social é mais complexa do que sugere a narrativa meritocrática. A escolarização pode ampliar oportunidades, modificar trajetórias e produzir mobilidade, mas seus efeitos são condicionados pelas estruturas sociais nas quais os indivíduos estão inseridos. A análise histórica da formação do capitalismo demonstra que desigualdades econômicas e sociais não surgiram exclusivamente de diferenças individuais de esforço ou capacidade. Elas estão relacionadas a processos históricos de expropriação, propriedade, divisão social do trabalho e distribuição desigual de recursos.


Na sociedade contemporânea, esses mecanismos assumem formas menos explícitas. O capital cultural, as redes sociais, os códigos profissionais e as disposições valorizadas pelas instituições podem influenciar o acesso às diferentes posições ocupacionais. A experiência observada em um processo seletivo, embora particular e insuficiente para generalizações, permite visualizar concretamente uma dessas fronteiras: a dificuldade de passagem entre posições operacionais e administrativas dentro de uma mesma organização.


Os dados do IBGE reforçam a relevância dessa questão. Em 2021, pessoas pretas ou pardas representavam a maioria da população ocupada, mas estavam sub-representadas nos cargos gerenciais, sobretudo entre aqueles de maior rendimento. A diferença de remuneração também permanecia entre trabalhadores com ensino superior completo.

Esses dados não significam que estudar não valha a pena ou que a educação seja incapaz de transformar trajetórias. A questão é outra: a educação não atua sozinha.

O diploma pode abrir portas, mas as portas não estão distribuídas em um espaço social neutro. O acesso às posições de maior prestígio e remuneração depende também de condições econômicas, capitais culturais e sociais, experiências, redes de relacionamento e mecanismos institucionais de seleção e reconhecimento.

Por isso, compreender a mobilidade social exige superar tanto a ideia de que tudo depende do indivíduo quanto a ideia inversa de que os indivíduos são completamente determinados pelas estruturas. As trajetórias são construídas na relação entre sujeitos e estruturas, entre escolhas e condições sociais, entre esforço individual e oportunidades desigualmente distribuídas.


Nesse sentido, uma educação comprometida com a formação humana não deve apenas ensinar o indivíduo a ocupar uma posição no mercado de trabalho. Deve também oferecer condições para que ele compreenda a posição que ocupa, as relações sociais que a produzem e as possibilidades de transformá-la.

A educação, assim, pode deixar de ser compreendida apenas como passaporte para o mercado e assumir uma função mais ampla: formar sujeitos capazes de compreender criticamente o trabalho e a sociedade na qual esse trabalho se realiza.

 

Referências bibliográficas

 

ALMEIDA, Silvio Luiz de. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019.

BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 49. ed. São Paulo: Loyola, 2009.

BOURDIEU, Pierre. A distinção: crítica social do julgamento. Porto Alegre: Zouk, 2014.

CIAVATTA, Maria. O ensino integrado, a politecnia e a educação omnilateral. Rio de Janeiro: EPSJV, 2014.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2022.

KOWARICK, Lúcio. A espoliação urbana. São Paulo: Paz e Terra, 2019.

MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. Livro I. São Paulo: Boitempo, 2013.

MELLO, Leonel Itaussu Almeida. John Locke e o individualismo liberal. In: WEFFORT, Francisco C. (org.). Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 1991.

MÉSZÁROS, István. A educação para além do capital. São Paulo: Boitempo, 2005.

SANDEL, Michael J. A tirania do mérito: o que aconteceu com o bem comum? Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2020.

SOUZA, Jessé. A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2019.

 

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